Chique eu sempre fui, mas agora estou mais ainda.
Um post meu foi parar no Tiro e Queda.
Chique eu sempre fui, mas agora estou mais ainda.
Um post meu foi parar no Tiro e Queda.
Eu sou assinante da Globo.com — era o provedor mais barato a oferecer algo a mais quando assinei o Velox, e já que por essa lei estúpida sou obrigado a pagar duas vezes por um mesmo serviço, que fosse a Globo. Pelo menos eu poderia assistir à Globonews no computador. Além disso, tenho uma antipatia imorredoura pelo UOL.
Portanto, as mudanças no Kit.net (onde mantenho aquela listinha boba de filmes) e no Blogger pouco ou nada me afetaram. Embora eu ache que quebras de contrato são, pelo menos do ponto de vista ético, injustificáveis, eu fico calado — como dizia um tio-avô meu, “quem tá no bom tá calado, quem tá no ruim tá danado”.
Mas eu, sinceramente, queria saber o que há nesses dois serviços que justifique o fato de alguém pagar por eles.
Como hospedagem o Kit.net não conta. Não oferece absolutamente nada, além de espaço ínfimo e serviços que estão entre os piores oferecidos por aí. Se isso era admissível quando o serviço era gratuito, agora que ele é indiretamente pago passa a ser um ultraje.
O Blogger.br, por sua vez, está alguns anos atrasado em relação ao Blogger americano. Curiosamente, o Blogger é gratuito e democrático — enquanto o Blogger.br, na prática, está aos poucos se tornando um serviço pago e restrito. Tudo isso sem oferecer algumas coisas que o Blogger americano oferece — títulos e Atom, entre outros.
Prometeram mudanças nos dois serviços, mas até agora eu não vi absolutamente nada.
Pior: o Blogger resolveu fechar ainda mais o cerco, limitando o espaço para cada blog. Se seguir o exemplo do Kit.net, é o início do fim para os bloggers que não são usuários da Globo.
O mais curioso em tudo isso que a Globo vai na contramão dos serviços de weblogging. Praticamente todos eles são gratuitos. Há uma revolução acontecendo, e blogs (ou seja lá o nome que se dê às novas ferramentas de distribuição de informações) são parte importante nisso. Mas a Globo se esforça em alienar todos aqueles que poderiam vir a se tornar peças importantes nessa revolução.
(Uma sugestão aos bloggers que não estiverem dispostos a pagar à Globo: um serviço de hospedagem decente — com MySQL e Perl e pelo menos 100 MB de espaço — pode custar até menos da metade do que a Globo está cobrando. O Movable Type é uma ferramenta de blogging gratuita. E é muito, muito superior ao Blogger em recursos. Pensem nisso.)
Neil Gaiman é o autor de Sandman. Mark Evanier é o roteirista de “Groo, o Errante”. Ambos são brilhantes.
Ambos têm blogs.
Alguém veio parar aqui ao digitar as seguintes palavras no Google:
febre,febre,ouvidos tampados e muita dor de cabeça
Como este blog se esforça em prestar um serviço comunitário, baseado apenas no meu incomensurável altruísmo e na necessidade de ser útil à sociedade, e como graças à Luluzita eu agora sei tudo sobre os 3 mil vírus que circulam por aí, posso diagnosticar esse pobre enfermo.
Olha, cabra, eu não queria contar, não, mas pelos sintomas… Tu vai morrer.
A estupidez humana nunca pára de me impressionar.
O Jornal de Limeira dispensou o talento do Bia por causa de uma entrevista publicada no Tiro e Queda, onde a entrevistada fez algumas críticas ao tal jornal.
Não vou criticar a decisão, por mais burra que eu a considere, e por mais equivocados que ache seus motivos.
Mas acho que essa maneira de pensar é obtusa e ignorante. Do meu ponto de vista, é mais vantajoso para qualquer jornal manter em seu quadro de colunistas alguém independente o suficiente para criticar o próprio jornal (mesmo que a crítica viesse do Bia, e não da entrevistada). Sendo ou não verdade, transmite uma imagem de independência e coerência. Não estou falando de ética, porque pouco me importa o que o jornal é ou como paga suas contas; estou falando de imagem. Se ele é tudo isso ou não, eu não sei. Mas sei que é burro.
Ao cancelar a coluna do Bia, o Jornal de Limeira se apequenou. E desponta para a nada invejável posição de jornalzinho de cidade do interior. Nada mais.
Sei lá como é Limeira; não conheço e enquanto não visitar o mosteiro na Índia onde vou passar algumas semanas, algum dia, não faço questão de conhecer. Mas esse episódio me deixou com a impressão de que é uma cidade pequena demais para qualquer pessoa.
Do blog de um um sujeito chamado John Robb:
There are three ways to build a hot weblog.
To be a connection machine (people with huge blogrolls and/or RSS lists that point to other weblogs — they do add their two cents and sometimes their thinking).
To be a name dropper (people that imply they understand what is really going on — and you don’t — given their personal connections that they constantly let you know about).
To be an ideologue (people that support a single cause with unquestioned faith).
Here are the ways to build a second tier (but still popular) weblog:
To be a thinker (people that delve into topics with intelligence and/or wit).
To be a topic owner (people that own a topic and report on it with unquestioned knowledge and depth).
To be a voice of outrage/affirmation (people that critique others as often as they can or are on the bandwagon).
To be a cool hunter (people that find the newest of the new or the strangest of the strange).
Curioso. Como são curiosas estas notas, do blog de Terry Teachout:
1. It’s almost impossible to explain what a blog is to someone who’s never seen one. That’s the mark of a true innovation.
2. I know very few people over fifty, and scarcely any over sixty, who “get” blogging.
3. Blogs without links aren’t blogs. Blogs without blogrolls aren’t blogs. Blogs without mailboxes aren’t blogs.
4. The blogosphere is a pure market — but one in which no money changes hands. If you can afford the bandwidth and your ego is strong enough, it doesn’t matter whether anybody wants to read what you have to say. But the more you care about how many people are reading your blog, the more your blogging will be shaped by their approval, whether you get paid or not.
5. Politicians and celebrities rarely make good bloggers. They’re not interested enough in what other people are thinking.
6. Blogging puts professionals and amateurs on an even footing. That’s why so many professional writers dislike and distrust it.
7. The whole point of a blog is that its author controls its content. That’s why no major newspaper will ever be successful at running in-house blogs: the editors won’t allow it. The smart ones will encourage their best writers to blog on their own time-and at their own risk. The dumb ones will refuse to let any of their writers blog, on or off the job.
8. For now, blogs presuppose the existence of the print media. That will probably always be the case-but over time, the print media will become increasingly less important to the blogosphere.
9. Within a decade, blogs will replace op-ed pages.
10. Blogs will be to the 21st century what little magazines were to the 20th century. Their influence will be disproportionate to their circulation.
11. Blogs are what online magazines were supposed to be.
12. Art blogging will never be as popular as war blogging. More people care about politics than the arts.
13. Blogging is inherently undemocratic in one important way: it privileges literacy. Like e-mail, it is dividing the world into two unequal classes: people who feel comfortable expressing themselves through the written word and people who don’t.
14. If you want to be noticed, you have to blog every day.
15. An impersonal blog is a contradiction in terms.
Que mal pergunte, mas onde foram parar as flash mobs? As pessoas cansaram de bancar as idiotas cedo demais. Geralmente essas bobagens demoram um pouquinho mais de tempo.
Uma coisa é dizer algo, se arrepender imediatamente e depois fingir que não disse. Outra é imprimir a bobagem, distribuir para meio mundo e depois ter que desdizer tudo aquilo.
Steve Jobs tem um blog, onde colocou mais um de seus posts mínimos às 15:39 do dia 22:
My colleague Chris Bell gave an interview to E-Commerce Times, about iTunes.
Às 19:19 ele resolveu ampliar o post:
My colleague Chris Bell gave an interview to E-Commerce Times, about iTunes. I know that all those articles are becoming tiring, but we always mention our products. We can’t stay here and not advertise when we have easy opportunities to do it.
Às 23:52, vendo que talvez tivesse dito uma bobagem e ofendido o pessoal que apesar do seu market share minguante lhe dá ampla cobertura, corrigiu mais uma vez:
My colleague Chris Bell gave an interview to E-Commerce Times, about iTunes. I know that all those interviews are becoming tiring, but we always mention our products. We can’t ignore the media and not advertise when we have easy opportunities to do it.
O problema é que o blog oferece um canal RSS: e assim todos nós, assinantes, recebemos as burradas de Jobs seguidamente, uma atrás da outra. Em real time.
Essas maravilhas do mundo moderno escondem perigos insondáveis.
Sejamos realistas: por menor que seja, há a possibilidade hipotética de um dia você precisar se libertar de um jacaré. Ou escapar de um tubarão.
Não estou rogando praga, mas quantas vezes você disse “dessa água não beberei” e acabou encharcado?
É para esses momentos que existe um site chamado Worst-Case Scenarios, cheio de dicas importantes e fundamentais para que você consiga se safar do improvável. Como sobreviver caso o seu pára-quedas não abrir. Ou como pousar um avião. Ou ainda como escapar de uma abdução por ETs.
Fale a verdade: como você pôde viver todo esse tempo sem todas essas dicas?
E caso você esteja rindo aí da inutilidade de tudo isso, bem, há também uma seção dedicada à sobrevivência a encontros e sexo.
Chequem a coluna do Luiz Gravatá de hoje em O Globo. Ele, em sua inteligência, clarividência e brilhantismo jornalístico, citou um blog que eu leio todo dia.