A filha do rei

Lisa Marie Presley, filha de você-sabe-quem, está vendendo 85% dos bens do seu pai.

Entre eles estão os direitos de nome e imagem do pai. É uma estupidez; não tenho dúvidas de que McCartney se arrepende até hoje de não ter comprado os direitos das músicas dos Beatles por cerca de 50 milhões de dólares, em 1985. Hoje elas valem pelo menos 20 vezes mais.

Pensando bem, a menina nunca primou por ter juízo. Ela foi casada com Michael Jackson, diabo.

Um dia de verão

Janeiro de 1994.

Andando pela rua, debaixo de um sol lancinante. Uma mulher pára na minha frente.

— Você é bonito.

Olho espantado para a mulher, agradeço sem jeito.

— Você é bonito.

É louca, louca. Agradeço mais uma vez e saio andando.

Mas ela vem andando ao meu lado.

— Você até parece aquele cantor, Leandro e Leonardo (não, não pareço). Alto, cabelo bom. Sabe, eu tenho uma irmã de treze anos que é quase do seu tamanho. Mas ela quer me bater quando eu tô em casa.

— Ah, não. Não deixe. Ela tem que respeitar os mais velhos.

E, conversando um monólogo só dela, a moça foi andando comigo por dois quarteirões.

Provocação na Cuba dos outros

Ah, a notícia é uma delícia para não ser comentada.

Os Estados Unidos, que fazem de um buraco como Cuba a grande pedra no seu sapato evangelista do tipo “vamos enfiar democracia por suas goelas abaixo, quer você queira, quer não queira”, colocou em sua representação diplomática na ilha um outdoor com motivos de Natal que formam o número 75 — o número de dissidentes presos pelo regime castrista em 2003.

Cuba, claro, não gostou — você gostaria se isso fosse no seu país? — e exigiu que os EUA retirassem o outdoor. Obviamente, os cowboys fizeram ouvidos de mercador. Cuba se irritou e avisou que haveria conseqüências.

Oh, disseram os americanos, eles estão nos ameaçando! Secretamente parecem ter dado graças a Deus; o governo Bush é o mais hostil a Cuba em toda a história, e talvez isso fosse um bom motivo para criar caso.

A represália cubana, no entanto, foi digna do Prêmio Berzoini de Crueldade: os cubanos colocaram o seu próprio outdoor em frente à representação americana, com cenas de tortura em Abu Ghraib, uma suástica e uma frase: “Fascistas”.

Digam o que quiserem do bom e velho Fidel. Reclamem o quanto for, e até mesmo eu tenho algumas restrições ao sujeito. Mas que ele é uma figura, ah, isso ele é.

Link (via Boing Boing)

Lazio's last flower

Post n’O Biscoito Fino e a Massa, comentário no Liberal Libertário Libertino, e o assunto — que eu pensava que tinha sido esquecido e engavetado na seção “Leis que não pegaram” — volta à baila: o projeto de lei do hoje ministro Aldo Rebelo em defesa do idioma português.

Eu já ri muito do projeto, aqui, ali, e acolá. Mas o tempo passou e eu descobri alguns pontos curiosos.

Até terça-feira eu não tinha lido o projeto. Li seguindo um link no blog do Idelber.

Como está escrito é um primor de idiotice. É burro, mal escrito, faz ameaças que não pode cumprir, é contraditório. Algumas pérolas se destacam. O projeto reitera itens que já estão na constituição, entre outras bobagens e perda de tempo. Nem mesmo prevê punições.

Mas segundo um assessor do ministro, o verdadeiro objetivo do projeto era obrigar o Estado a controlar o uso do idioma português pelo seu próprio aparato. Ele deu um exemplo muito bom. O site do Banco do Brasil era repleto de expressões estrangeiras, como é comum no jargão bancário. Logo depois que a lei passou, o site apareceu escrito em português cristalino.

A questão: se havia palavras em português, por que um órgão do Estado tem que usar palavras inglesas? Não faz sentido.

Eu uso as palavras que quiser, e é esse problema da lei, querer controlar o que não pode. Mas até prova em contrário, a língua oficial deste país é o português. Espera-se que o governo redija seus documentos oficiais nessa língua. Foi isso o que me explicaram (estavam errados e condescendentes demais com uma lei estúpida), e é esse espírito que defendo.

Dizer que o Estado não deve se imiscuir nesses assuntos é só parcialmente verdade, como é também dizer que os EUA não estão preocupados com isso. Não estão agora, depois de terem obrigado seus índios a falarem o inglês, e de estabelecer com ministérios da educação de todo o mundo programas de divulgação da sua própria língua, e sentados confortavelmente sobre seu domínio econômico.

Há uns 15 anos, todos os lançamentos imobiliários em Salvador tinham nomes em inglês. Por exemplo, se o edifício ficava na 8 de Dezembro, uma ladeira na Graça, o prédio se chamaria Grace Hills (eu sei porque quem deu esse nome fui eu, um em uma lista imensa fornecida à construtora).

Aí podem alegar: poxa, deixe que a sociedade resolve. Mas isso não existe, é papo de liberal ingênuo. Porque a função do Estado é mediar conflitos, e sem ele manda quem pode: a construtora botava o nome que queria, mexendo de maneira definitiva no ordenamento urbano porque seus executivos, imersos no típico mundo colonizado das classes médias brasileiras, achavam esses nomes chiques; e o povo tinha que engolir — até porque está pouco se lixando: nego procura é o melhor apartamento que puder pagar, se chame ele Pumpkin ou Jerimum. Em vários casos, o discurso que busca uma analogia com as leis de mercado apenas mascara a imposição de uma classe imbecil que prefere dizer 50% off em vez de 50% de desconto, porque o off lhes faz sentir que estão em Caipirópolis — perdão, Miami.

A Câmara dos Vereadores acabou aprovando uma lei (e não, não foi iniciativa de um stalinista qualquer, foi de um bom e velho capitalista, mesmo) proibindo isso, por causa dos excessos a que chegaram. E o mais interessante é que em Aracaju, onde não houve lei semelhante mas se comporta como quintal de Salvador, os edifícios hoje são batizados de maneira bem mais sensata.

Moral: é a sociedade quem resolve o que fazer. Mas de vez em quando uma intervenção do Estado pode ser providencial.

No fim das contas, essa é uma discussão legal para a classe média, e só para ela. Porque o povo não está nem aí, ele que nem português sabe, quanto mais inglês. Enquanto a classe média, orgulhosa por freqüentar as casas de muamba de Miami, se irrita além do necessário (quantas pessoas, como eu, xingaram o projeto sem o ter lido?), a patuléia está que nem aquele português da piada, que não aprendeu o novo idioma e esqueceu o antigo.

Dois exemplos: montei uma agência, há muito tempo, e batizei como Zoo. Sem acento por questões de aparência gráfica; obviamente, todo mundo chamava a agência de Zu. Outra: minha filha chega para mim e diz: papai, sabe como se escreve Coragem [para quem não lembra, o Cão Covarde]? C-o-u-r-a-g-e.

O nível de leitura da minha filha é basicamente o mesmo de milhões de adultos brasileiros. E é por isso que, pelo menos em seus aparelhos, o Estado tem a obrigação de defender sua língua.

***

Há alguns meses, fui a uma recepção em que estava o Aldo Rebelo. Ele obviamente não tinha lido este blog, mas em conversas com seus correligionários eu não fazia questão de esconder que achava o projeto uma palhaçada. Na verdade, meu passatempo com o pessoal do PCdoB é dizer que estou esperando eles se tornarem sociais-democratas como eu, que sou a vanguarda do marxismo internacional e um dia eles vão perceber isso e erigir uma estátua para mim. Eu já tinha enchido tanto o saco do pessoal que era bem capaz que eles me dedurassem. Dei um jeito de me esconder do Aldo (claro, não estava preocupado comigo, nem sabia que eu existia, mas por que arriscar?), porque minha coragem não vai a tanto. E os salgadinhos, rapaz, estavam muito bons.

Perguntas

— Papai, como você nasceu?

— Numa noite, uma estrela brilhou no céu. O vovô e a vovó estavam num estábulo, e o papai nasceu numa manjedoura. Três reis magos trouxeram ouro, incenso e mirra de presente para o papai.

Ela olha para mim, séria. Continua olhando.

— Vovó, como o papai nasceu?

“Mãe, é isso que eu faço”

O presidente da Vésper diz que “a empresa passou a imagem errada”.

Bidu.

Ainda lembro da campanha de lançamento da Vésper, em 98 ou 99. Imagens belíssimas de formiguinhas trabalhando, o grandioso espetáculo da natureza saído diretamente de um documentário de Walt Disney. E no final, um sujeito dizia emocionado: “Mãe, é isso que eu faço”.

Equivalia a dizer: “Mãe, eu sou um vagabundo e não faço droga nenhuma; sou fiscal da natureza”.

O comercial, criado pela W/Brasil, era muito bonito, muito gracinha, mas absolutamente equivocado. Não dizia absolutamente nada. Não informava absolutamente nada. Quem via o comercial continuava sem saber que a Vésper era uma empresa de telefonia. Aquele comercial era um presente para a beleza em nossas redes de TV, mas um desserviço à empresa que pagou a conta.

Ao contrário de outras empresas de telefonia leiloadas naquela época, a Vésper nascia do nada. Tinha que construir toda a sua infra-estrutura. Se a Telerj, por exemplo, colocasse sua marca nesse comercial faria mais sentido: seria um bom institucional, embora ainda assim talvez pouco pertinente, porque a hora era de redefinição de mercado e início de uma era mais complicada para as empresas.

Isso quer dizer que a Vésper, que já começava o jogo em desvantagem, jogou para o alto a chance de se posicionar. Alguém, naquele momento, resolveu que era o momento de ser criativo demais e bonito. Mas criatividade fora de lugar é a coisa mais prejudicial que se pode imaginar, é a sua antítese. Naquele momento, a propaganda da Vésper deveria ser simples, direta, informativa e, se possível, indicar quaisquer vantagens que pudesse ter sobre as outras teles. Se para isso fosse necessário um comunicado grosseiro, daqueles com lettering subindo tela da TV acima, que assim fosse.

A primeira idéia da Vésper foi tentar empurrar umas linhas vagabundas para as classes mais baixas, achando que porque o sujeito é pobre vai se contentar com um serviço abaixo do aceitável. Não deu certo. Depois se tornou uma espécie de mistura de telefonia fixa com móvel; e essa foi uma boa idéia, mas algo deu errado e agora eles estão entrando no mercado de satélites.

Pode dar certo, pode não dar. Mas nada vai tirar da minha cabeça que as coisas mostraram que dariam errado quando a Vésper colocou aquele comercial no ar.

 

Filha de peixe

Salvador, 23 de março de 1981

Querida Vovó.

(…)

Sábado mamãe comprou para mim O Meu Pé de Laranja-Lima e li-o em 2 horas.

Vi um livro, Cinco semanas em um balão por 10 cruzeiros. Aí eu escondi atrás de umas revistas, porque na hora estava sem dinheiro, para comprar depois.

O mais provável é que eu tivesse saído do cinema — Guarani ou Tamoio — e ido esperar o ônibus quando achei o livro, numa banca na Praça Castro Alves. Não lembro disso, mas lembro de ter comprado o livro mais tarde.

23 anos e 4 meses depois, no supermercado com minha filha, ela pediu uma boneca e eu expliquei que não tinha dinheiro naquela hora. Imediatamente ela se abaixou, pegou a caixa e colocou atrás de outras bonecas. E deu um sorriso de quem se acha muito esperta.

Alguns hábitos são herdados sem nenhuma explicação.

A diferença é que ela tinha cinco anos, enquanto eu tinha dez quando fiz algo parecido. Eu sempre disse que ela é muito, muito mais inteligente do que eu.

“Os Incríveis” em tópicos

“Os Incríveis” é o melhor desenho infantil para adultos já feito.

***

Todo o hype sobre o último filme da Disney/Pixar é merecido. “Os Incríveis” é brilhante, em animação, arte e roteiro.

Mas não é exatamente um filme infantil. É um filme para adultos. Sua crônica das frustrações da classe média é excelente, mas passa longe do universo infantil.

E no entanto o filme agrada enormemente às crianças.

É uma característica que tem aparecido em vários outros desenhos animados nos últimos tempos. “Shrek 2”, por exemplo, é uma delícia — mas é mais para quem consegue entender aquele montão de piadas internas e referências.

Clássicos como “Branca de Neve e os Sete Anões”, e até mesmo “Rei Leão”, apelavam aos adultos pelo que tinham de infantil. Era no reconhecimento dessa beleza infantil que estava seu atrativo. Mas as coisas mudaram.

***

Outra curiosidade: em determinados momentos não dá para diferenciar aquele filme, oficialmente um desenho animado, da maioria dos filmes de ação recentes. A razão: o uso cada vez mais intensivo de CGI nos filmes “comuns”.

Daqui a pouco atores não vão fazer falta, cinegrafistas trabalharão diante de um computador, e o Actor’s Guild of America vai produzir um documentário chamado Final Nightmare.

***

“Os Incríveis” tem uma coisa maravilhosa, que pouca gente notou: finalmente deixaram de lado aquela mania de usar estrelas de TV como dubladores e deixaram o assunto com os profissionais. Não dá para explicar o que é ouvir a voz maravilhosa do Marcio Seixas — amigo de muitas e muitas “Disneylândias” distantes — como o Beto.

***

Outro sinal dos tempos: o curta que antecede “Os Incríveis” é extremamente reminiscente da fase áurea da Disney, aí pela década de 50. No entanto, é decepcionante. Decididamente, a Pixar não é a Disney. Na verdade, nem a Disney é mais a Disney.

***

Os prognósticos, no entanto, são esquisitos. O que talvez seja o último filme da parceria Disney/Pixar, Cars, cujo primeiro teaser aparece antes do início de “Os Incríveis”, é uma tragédia em termos de animação. Dura, mal feita. Muito abaixo do nível da Pixar e da Disney. Inferior até mesmo a Wheelie and the Chopper Bunch, desenho animado da Hanna-Barbera dos anos 70.

As alegrias que o Google me dá (XVII)

macumbeiros que faça consulta pela internet
www.pairubensdeiansan.com.br. Traz a pessoa amada em 3 dias, via MSN, ICQ e IRC. Despachos digitais para Exu, sem os inconvenientes de bodes e galinhas sangrando. Aceita-se pagamento por cartão de crédito, boleto bancário e PayPal.

porque o cristianismo incomodava os romanos ?
O cristianismo não incomodava os romanos. Os cristãos é que se incomodavam com tudo, com aqueles romanos ímpios. Aí eles chegaram ao poder e arrebentaram romanos, índios, negros, judeus, muçulmanos — tudo o que não era cristão. Aliás, pensando bem, arrebentaram alguns cristãos, também.

chihuahuas que comem fezes
Chihuahuas canibais são uma aberração e devem ser sumariamente eliminados. Com dor, de preferência.

alguns nomes para cachorras
Goreth, Shirley, Sheila, Tati Quebra-Barraco…

problema teclados notebook limpeza
Ah, esse é sério, mesmo. Minha sugestão é a seguinte: primeiro use uma escova de dentes para tirar o grosso da sujeira, como fios de cabelo. Depois solte o teclado e bata o danado para expelir as partes mais pesadas. (É sério. Eu também tenho esse problema. Não custa ajudar.)

para que que o coliseu era usado?
Saneamento básico. Ali se despediam daqueles cristãos enjoados. Mas os romanos, perdidos em sua decadência, foram incompetentes. Tivessem feito um trabalho mais limpo e mais eficiente e o mundo hoje seria bem melhor.

ninfetas perdem a virgindade
A não ser que dêm muito azar na vida, perdem, sim.

fotos de lesbiquinhas
Que lindinho… É tão masculino, isso, esse jeitinho carinhoso de ver duas mulheres em embates amorosos… Esses adjetivos carinhosinhos são as coisinha mais machistinha que euzinho já vi.

sites de musicas de celula que mandam de graca as musicas para o celular
“Eu Te Amo Por Osmose”, “Quero Fazer Uma Fagocitose Com Você”, “Meu Linfócito e Seu Citoplasma”, entre outros grandes sucessos na voz de Johnny Ameba e os Protozoários, você encontra em www.biomusica.com.br.

jamais subestime a inteligencia de uma mulher
Jamais superestime, tampouco. Principalmente quando ela estiver com TPM.

homens nús fazendo sexo.
São homens normais. Homens vestidos fazendo sexo são artistas e devem ser reverenciados como guias espirituais da humanidade.

dialogos de pessoas solitarias blog
“Oi. Oi? Eu disse oi. Ah, não quer brincar, tudo bem.” E sai da frente do espelho.

explique o titulo memórias póstumas de brás cubas
Não, não.. Você não entenderia.

fotos de indios africanos com saco grande
Eu já vi uma foto dessas, há muito tempo. Era tudo culpa das africanas. As burras pensavam que era para soprar.

peitinho
Peitão não?

didatica para educadores cristaos
Não é muito difícil. Acene com os horrores dos círculos mais baixos do inferno a todo aluno que não prestar atenção às aulas. E lembre a todos eles que o espírito de Torquemada continua vivo no fundo de cada catequista.

videos de sexo com maduras
Ô Madureira, o que você anda fazendo?

armas de leve e pequeno porte na chechenia
Você quer ser chamado de florzinha, de frouxo? Sêje macho, cabra. Na Chechência o mínimo admitido são fuzis semi-automáticos.

julio cesar em roma quem tacou fogo em roma
Julio César não teve nada a ver com isso. Foram os cristãos. (Sério. É o que eu acho.)

mulheres nuas com muito pentelho
Não sei se você ainda encontra fotos da Claudia Ohana por aí, mas não custa tentar.

uma sensação gostosa de sentir minha terra com toda sua baianidade
Sei. Tu tá falando do negão do Curuzu te fazendo um carinho, né?

propaganda ideologica dos beatles
Repórter: Qual a sua mensagem para a juventude americana?
Paul McCartney: Comprem mais discos dos Beatles.

contos eroticos com mulheres fazendo sexo com foto
Túrgida, a foto se aproximou de Margarete. Seu olhar irradiava um magnetismo animal que a atordoava. Lentamente, a foto desabotou os botões da sua blusa, expondo seus seios alabastrinos. Margarete, ofegante, olhou para a foto, lábios entreabertos, olhar convidativo. E então um filho da mãe abriu a porta e acendeu a luz, e a foto broxou, quer dizer, velou. Por isso que eu gosto de fotos digitais.

ideologia e burocracia como defesas sociais contra a agressão
“O senhor quer me bater? Por favor, preencha este formulário em três vias e pague o DARF no Banco do Brasil.”

mensagem subliminar nota de 20 dólares
Você é pobre, cucaracho… Você é pobre, cucaracho… Você é pobre, cucaracho… (A mensagem é mais clara na nota de 5 mil dólares.)

roxana de alexandre – o grande
Alexandre não tinha roxana, ele era menino.

rafael anjo avesso
Muito obrigado pela parte que me toca. Mas, para me chamar de anjo, você tem certeza de que não é a minha mãe?

transexuais sexo dando a bunda
Há uma certa ironia aqui. Tanto esforço, meu Deus… Tanto dinheiro gasto. Mas os velhos prazeres nunca perdem sua força.

a ditadura pulou fora da política e como a dita é cuja é crica foi grudar bem na cultura nova forma de censura pobre cultura como pode se segura mesmo assim mais um pouquinho e seu nome será amargura ruptura sepultura
Pare de fumar esse troço. Até porque, pelo visto, o prazo de validade do tal troço venceu em 1978.

site que tenha fotos e história que mostre os homens que tem os maiores pênis
Há uns 20 anos, nós procurávamos filmes de sacanagem que tivessem história. Porque éramos muito sensíveis, porque precisava haver um contexto em que toda aquela beleza desabrochasse. Mudaram as mídias, mas a sensibilidade masculina continua exatamente a mesma. Você não imagina como isso é reconfortante.

fotos pornograficas mostrando so metade das bundas das mulheres
Um meio tarado. Interessante.

fazer espanhola
É assim, ó: quando ela estiver para parir, viaje para a Espanha. Com sorte você faz uma espanhola. Mas se vier um espanhol, no fundo dá no mesmo. O importante é que venha com saúde, que o resto a gente ajeita.

soteropolitano cachorro
É a mãe.

olavo de carvalho picareta
Acho engraçada a maneira como as pessoas vão ao Google não em busca de respostas, mas de confirmações ao que já sabem ou pensam que sabem.

galistas
São mais simpáticos que gaullistas. E certamente mais simpáticos que esse trocadalho do carilho absolutamente imbecil que acabei de fazer.

simpatia para achar dinheiro
Já tentei todas, compadre, e nenhuma funciona. Só sobrou uma, um tal de trabalho, mas eu me recuso. Me recuso.

blogs de nossa senhora da gloria em aracaju com lilian
N. Sra. da Glória fica no início do sertão sergipano. Não em Aracaju. E eu sei lá quem é Lilian?

masturbar cria peitos
O que quer dizer que a Dolly Parton não parava, né? O tempo todo.

frases ditas por rambo com sylvester stallone
Grrrr… Grunf… Aurrrr… Arrr… E semelhantes.

tamanho do penis 23 anos
Aos 23 anos, dizem os médicos, seu pintin… ops, seu pênis já está do tamanho definitivo. Mais que isso ele não cresce. Portanto, vá direto ao penúltimo item destas “Alegrias” e veja as sugestões que eu tenho para dar no seu caso.

tudo sobre pombagira espanhola
Mi nombre es Carmen. Más puedes llamar-me de Carmencita, si yo gostar de ti.

moro no farol da barra em salvador
Entao você é uma coruja. Ou um morcego.

fotos de homens nús acima de 40 anos de idade
Quer dizer que você é daqueles que acreditam que panela velha é que faz comida boa, hein? Certo. Daqui a uns dez anos acho que vou concordar com você. Vou precisar. Mas por enquanto tudo que posso dizer é que pode até fazer, mas demora mais. Isso quando o fogo acende.

www.galvao artista
Aí pelo início dos anos 80, no banheiro da casa de minha bisavó, numa espécie de mezanino sobre a privada, meu tio costumava guardar uma sela. Obviamente, eu subia lá e, sentado na sela, brincava de cavalgar — enquanto atirava em uns bandidos filhos da mãe que raptavam a mocinha. Minha bisavó gritava para eu descer dali. “Pára de fazer arte, menino.” E aquela foi a última vez que alguém me chamou de artista.

duvidas filhos de pais brancos e bebe dos orgaos genitais escuros
Se você for um otimista, o seu filho tem aquilo roxo. É um cabra macho, puxou ao pai, pode até chegar a presidente. Se você for pessimista, no entanto, olhe em volta. E preste muita atenção àquele negão que freqüenta tanto a sua casa.

o que fazer com penis pequeno?
01 – Pedir esmola, exibindo a chaga aos que passam e esperando que se condoam de sua triste situação.
02 – Se fantasiar de anjinho de igreja no carnaval.
03 – Andar nu. Ninguém vai notar nada.
04 – Dizer que isso não é um pênis, é só o seu umbigo com hérnia.
05 – Entrar para o circo e estrelar um número ao lado da mulher barbada.
06 – Descolar um trocado trabalhando como modelo vivo para estudantes de arte que estudem o período clássico grego.
07 – Se tornar famoso ao iniciar um grande movimento para obrigar a Johnson & Johnson a fabricar camisinhas mais apropriadas.
08 – Transformar em vantagem a adversidade. É mais fácil convencer as mulheres a, err… variar um pouco. Elas vão acreditar quando você disser que não vai doer.
09 – Fingir que é criança e tentar se dar bem com pedófilas.
10 – Conformar-se.

desabafo de casais evangelicos que não são feliz na vida sexo
Ela termina de orar — porque evangélicos não rezam, evangélicos oram — e olha para ele, em pé no templo, cabeça baixa e mãos em súplica. Os últimos acordes da canção de louvor ecoam ainda, e ela pensa que talvez não devesse ter pedido saúde para os dois filhos, talvez devesse ter pedido que ele voltasse a ser o homem dos tempos em que namoravam, em que, apesar de saber que aquilo era pecado, suas mãos vagavam nervosas pelo seu corpo, em que ela sentia o volume quente pressionando a sua barriga.

Enquanto voltam para casa, ela olha para o homem que ainda ama. Vê o seu semblante carregado, os vincos em sua testa, e percebe que qualquer coisa que fale será o motivo de mais uma explosão.

Depois que as crianças dormem ela se junta a ele no sofá, enquanto assistem a um programa qualquer. Ela coloca a mão sobre a sua, e ele apenas a aceita. Mais uns minutos, apenas, e ela vai para a cama. toma banho, solta os cabelos, passa um pouco de perfume. Olha para o seu corpo, as estrias na barriga, a pele não tão firme quanto antes do segundo filho, os seios envergonhados olhando para baixo. Talvez seja isso.

Quando ele finalmente vem para o quarto um último brilho de esperança. Mas ele se senta na cama, se deita, passa a mão em seu braço enquanto diz um “boa noite”, e se vira para o lado. É ela quem tem que encostar-se nele, e mesmo os seus seios decadentes ainda podem excitá-lo. Ele se vira, beija sua boca, aperta seus seios, monta em cima dela. Sua cabeça afundada em seu pescoço, os movimentos de sempre, ele nem sente as pernas dela enlaçando sua cintura, não sente as mãos dela deixando marcas em suas costas. É rápido. Sempre é rápido.

Ele vira para o lado e pousa sua mão sobre seu braço, antes posse do que paixão. Ela volta a se lembrar dos tempos de antes do casamento. A sensação de pecado. Enquanto seus olhos se fecham para um sono cheio de sonhos agitados, ela se lembra que talvez seja isso. O pecado. Talvez, se ela…

Virada de costas, ela se encosta nele e rebola, em um oferecimento mudo.

Os e-mails espirituosos e reacionários do pândego Biajoni

E-mail enviado para o Bia por este ofendido blogueiro.

Bia,

Olha o tipo de comentários que eu ando recebendo. 🙂

Eu fico impressionado com o número de idiotas que vêm para cá através do Google, se ofendem com qualquer besteira e saem destilando suas fantasias sexuais. 🙂

Nossinhora.

MT-Blacklist has forced moderation of a comment made by an an unregistered user on Rafael Galvão, on entry #394 (As alegrias que o Google me dá (II)).
IP Address: 201.2.51.166
Name: Nobody
Email Address: fuckyou@ass.com
Comment:
Morar ou estar em Goiânia não é ruim, pelo contrário seu idiota. Morar ou estar aqui é um privilégio e é bom que boçais como você fiquem bem longe mesmo. Para sua informação, poucas cidades no mundo concentram tantas mulheres maravilhosas, que além de lindas não são nem um pouco arrogantes. Isso tudo aliado a uma excelente qualidade de vida com baixo custo.
Fique longe, seu babaca! Procure os michês da sua cidade e deixe eles te foderem até seu cú virar do avesso, filho de um corno! Morra de tanto ser arrombado, até caber o pau de um jumento no seu rabo! Aliás, provavelmente você gostaria porque quem se preocupa tanto com os gays de outras cidades só pode ser boiola, talvez enrustido…
Sai do armário, Rafael Galvão! Ou melhor, Rafaela.

E a resposta do Bia:

se vc visse os comentários que tive de excluir do tq por causa do KISS!

bom, se o cara fosse educado não era fã do KISS, vai dizer?

agora… goiana é tudo PUTA. pode ver! em todo puteiro que eu vou (e eu sou um CUSTOMER de POUTEIROS) as MAIS putas são sempre GOIANA!!!

malditos seres que não servem nem para BOURGEOISES!

O Bia, deixa eu ressaltar, freqüenta puteiros por razões estritamente antropológicas.