10 anos sem Kurt Cobain e a falta que ele me faz

Quando o Nirvana tocou num festival qualquer aqui no Brasil pude definir minha opinião sobre Kurt Cobain.

O que vi no palco foi um sujeito caindo de tanta heroína, que ao cuspir na câmera metaforicamente cuspia no prato em que comia mas certamente não deixou de exigir o seu cachê, e que achava que mostrar o pintinho pequenininho era “atitude”. Rock and roll, yeah!. Um babaca, em suma.

Lembrei disso agora que todo mundo está comemorando os 10 anos de sua morte. É um dos raríssimos casos em que minha minha opinião não mudou em uma década.

Van Meegeren

Falsificação de Van MeegerenSe alguém me pergunta qual é o meu pintor favorito, minha primeira reação é dizer que não sei. Tem horas que fico babando por Modigliani, tem horas que fico olhando para Dali, tem horas que fico perdido na Cabeça VI de Francis Bacon, ou na cor de Ticiano, ou no tom alabastrino de pele em um quadro de Renoir que vi no MASP.

Mas se tiver tempo para pensar, eu respondo que meu pintor favorito é Van Meegeren.

A história dele é uma das mais gostosas que eu conheço. Van Meegeren era um artista plástico holandês, clássico numa era em que a arte moderna dava as cartas. Seu trabalho era desprezado por todos os críticos. Então resolveu fazer uma sacanagem: falsificou um quadro de Vermeer. Os críticos adoraram. O que nasceu como uma pegadinha virou um bom negócio quando ele vendeu a tela pelo equivalente a alguns milhões. Fez mais algumas, e se tornou um milionário. Göering comprou uma de “Vermeer”, e quando os aliados a descobriram acusaram Van Meegeren de colaboracionista. A pena pela colaboração com os nazistas era a morte, e Van Meegeren preferiu se assumir como falsário. Ninguém acreditou. Ele teve que pintar um quadro sob os olhos da polícia para que acreditassem nele. Foi condenado mas morreu logo depois, considerado um herói nacional por ter levado os boches no bico, por ter humilhado os críticos e por conseguir sair da confusão ileso — ele nunca chegou a ser preso — e milionário.

Van Meegeren nunca pintou uma cópia. Seus quadros eram originais. O estilo também era um pouco diferente, pertencia sempre a outro estágio da evolução artística do pintor. Era uma exigência do ofício, mas também transformava a obra de Van Meegeren em algo tão seu quanto de Vermeer.

A história de Van Meegeren me fascina pelo xeque que ele deu na crítica de arte. O quadro era dele, mas só tinha valor se achassem que era de Vermeer. Van Meegeren expôs ao ridículo todas as convenções críticas, mostrou o grande conto do vigário que no fundo é o mercado de arte, e deixou no ar mais perguntas do que alguém tem coragem de responder. A principal delas: afinal, qual é e como se define o valor de uma obra de arte?

"Ken Park" ou uma melancia no pescoço

Acabei de asssitir a “Ken Park”.

Eu não sabia nada sobre o filme; na verdade, peguei o CD emprestado com um amigo, entre outros 20, para escolher quais copiar.

Apesar da seqüência inicial irritantemente longa, o filme aparenta ter algumas qualidades,no início. Gente normal, comum, feia, sem o glamour de Hollywood. Por alguns breves instantes o filme lembra John Cassavettes; mas é uma impressão tênue demais, que se esvanece em poucos minutos.

Ela é substituída por uma sensação bem clara: “Eu já vi esse filme. Se chama ‘Kids'”. “Kids” é um filme de Larry Clark que criou uma polêmica bem razoável em 1995. Só fui ver o filme em 98, e não entendi a razão da caleuma: aquilo era vazio, só isso.

Eu não fazia idéia de como estava certo. “Ken Park” é o último filme de Larry Clark.

Aqui Clark repete a mesma história, e apenas aprofunda os mesmos defeitos. O filme se quer chocante, mas na verdade é só sensacionalista. Por exemplo, perdemos muito tempo vendo um rapaz se masturbar enquanto se enforca; qual o significado disso? Vemos também outro rapaz transar com a mãe da namorada, uma cena relativamente longa. Clark tenta fazer com que nos percamos na visão do silicone da mulher, mas não tenta explicar a cena em que ela se recusa a ceder aos avanços do marido. Por ser clichê, talvez; mas o que não falta ali são situações clichê, apenas mostradas com crueza gráfica. Não há, a propósito, tema mais clichê que o conflito de gerações. E Nicholas Ray o retratou melhor há meio século.

Se Clark não tenta contextualizar melhor as situações, dar alguma profundidade aos seus personagens, é porque não pode: o significado do filme está apenas em suas imagens chocantes, pretensamente realistas. Não há profundidade em um pênis ereto ou em um pai tentando fazer sexo oral no filho. “Ken Park” é só um filme vazio, porque não discute nada, não diz nada, além da melancia que Clark coloca no pescoço.

E finalmente, para minha revolta maior, a cena em que o garoto cai de boca na sogra é uma palhaçada. Aquele menino não sabe nada. Nada.

Da próxima vez que alguém me oferecer um filme de Larry Clark, vou sugerir um pornô qualquer. É melhor.

Vita brevis

Não sei quantas vezes já disse que não gosto de Hemingway. Não gosto, digo de novo.

Mas há um conto dele que me dá calafrios, porque de vez em quando o gênio é tão fragrante, tão óbvio que até eu o reconheço quando vejo. Eis aqui o conto completo:

For sale. Baby shoes. Never worn.

Para Arthur C. Clarke, esse é o menor conto que Hemingway escreveu.

Discordo. Esse é o melhor e maior conto que alguém não escreveu.

Livros quase imaginários

No Pensar Enlouquece, o Inagaki citou uma lista feita por Calvino. Não gosto do italiano, mas a lista é interessante. E resolvi dar minhas respostas:

Livros que todo mundo leu e é como se você também os tivesse lido:
Essa é fácil: “Diário de um Mago”, de Paulo Coelho.

Livros que sempre fingiu ter lido e que já seria hora de decidir-se a ler realmente:
Ahn… Os meus livros de escola?

Livros demasiados caros que podem esperar para ser comprados quando forem revendidos pela metade do preço:
Quase todos; eu gosto é de sebo.”Sobrados e Mocambos”, do Gilberto Freyre, está custando 98 reais. Eu não compro.

Livros que de repente lhe inspiram uma curiosidade frenética e não claramente justificada:
“O Novo Mundo”, de Antonello Gerbi. Comprei porque por 5 reais eu compro até livro de poesia de gente que não conheço, e encostei na estante. Só depois de alguns anos comecei a ler, nunca soube por quê. Muito interessante, e pode ser visto como o complemento perfeito a “Visão do Paraíso”, de Sergio Buarque.

Livros, que, se você tivesse mais vidas para viver, certamente leria de boa vontade, mas infelizmente os dias que lhe restam para viver não são tantos assim:
Moleza: “O Ser e o Nada”, de Sartre. Ganhei de presente de alguém que certamente me achou bem mais inteligente do que realmente sou; cada vez que bato o olho nele me convenço de minha burrice atávica.

Destruindo Hellblazer

Já falei aqui do quanto gosto de Hellblazer.

Agora, no blog do Neil Gaiman, fico sabendo que o filme baseado no meu personagem-espelho vai ser estrelado por Keanu Reeves.

É revoltante.

Eu tenho um ator preferido para fazer o papel de John Constantine. Seria o Christopher Walken, talvez um pouco mais novo.

Mas a indústria cinematográfica tem uma mania esquisita de escolher as pessoas erradas para o papel de personagens aos quais as pessoas já estão acostumadas. Às vezes acertam — Humphrey Bogart não tinha nada a ver com o Sam Spade de Hammett, mas alguém consegue imaginar outro no seu lugar? –, mas geralmente o resultado é deprimente.

É por isso que só fui assistir a “Batman” mais de 10 anos depois dele ser lançado; na época, eu achava que deveriam filmar “O Cavaleiro das Trevas” com Clint Eastwood no papel principal, e não fazer aquele pastiche com Michael Keaton recontando toda a história de maneira porca. Mais tarde eu até entenderia a escolha de Keaton por Tim Burton, por ser um ator que transmite loucura facilmente; mas ainda acho que o princípio de tudo está errado.

Para não dizer que não gosto de nenhum filme de super-heróis, tem o “Homem-Aranha”. Embora eu tenha sentido falta de Betty e de Gwen Stacy (que bem poderia aparecer no segundo), eu não tenho muitas queixas do modo como apresentaram a história; a idéia de transformar a aranha radioativa em geneticamente modificada é excelente. Reclamações, só da idéia de teia orgânica, da palhaçada que fizeram com o Duende Verde e da escolha de Kirsten Dunst para o papel de Mary Jane. E, finalmente, das relações de amizade de Peter Parker, que nos quadrinhos originais eram muito mais complexas e desfavoráveis para ele.

E agora, vão fazer nova palhaçada com John Constatine. É provável que o filme acabe se tornando uma espécie de Harry Potter para crianças um pouco mais velhas. Pena.

Melhor que Hitchcock

Vai, diz que você nunca afirmou que poderia fazer algo melhor do que alguém que foi regiamente pago para aquilo. Por exemplo, “até minha avó faria esse gol”.

Agora você tem a chance de provar que faria mesmo, editando a cena do chuveiro em “Psicose” melhor do que Hitchcock.

O Saul Bass Studios (Bass foi um dos maiores title designers da história, e morreu há alguns anos alegando ter dirigido a cena, no que é desmentido por todo mundo) tem um aplicativozinho em Flash que lhe permite isso.

Vai lá. Se você tem coragem.

Mea culpa, mea maxima culpa

Ando me perguntando por que exigir do kinemanacional padrões que não esperamos de outros países.

Assisti ultimamente a uns filmes franceses recentes, ruins. Espanhóis, ruins. Americanos — alguém espera outra coisa? Mexicanos, ruins. Iranianos não, que eu me respeito.

Mesmo diante de um cenário tão universalmente morno, do kinemanacional exigimos que apresente, a cada novo filme, a obra prima definitiva. E quando não apresenta, não perdemos tempo em dizer que o kinemanacional tem que comer muito feijão — talvez mais apropriado fosse dizer “hambúrguer” — até chegar a um patamar aceitável.

Estava assistindo a “Intolerância”, um filme com Maitê Proença e Roberto Bomtempo. Não é uma obra prima — mas é bem razoável, simples, com um roteiro bem resolvido. É um filme que não tenta carregar nenhuma bandeira, não tenta resgatar nenhum aspecto da cultura nacional. Apenas conta uma história. E assim como ele, há vários filmes corretos feitos nos últimos 10 anos– além de alguns excelentes, como “Central do Brasil”, “Cidade de Deus” e mais alguns.

Enquanto isso Hollywood, com uma produção muitas dezenas de vezes maior, pare raramente grandes obras com muito esforço.

Muitas vezes é difícil avaliar objetivamente um filme brasileiro. Pelo preconceito que anos de má qualidade deixaram, mas também porque é algo muito próximo. Acostumados a tentar nos espelhar em uma cultura alienígena, a nossa relação com o que é verdadeiramente semelhante se torna complexa. Mas, acima de tudo, está a síndrome da Copa, a mania que temos de esperar que tudo o que fazemos seja absoluto. Nossa seleção tem ganhar todas as copas do mundo, nossa música tem que maravilhar o Carnegie Hall anualmente, nossos filmes têm que ser melhores que qualquer outro.

O nosso complexo de superioridade, como bem podem atestar nossos vizinhos sul-americanos, talvez faça com que estabeleçamos um padrão alto demais para a média do kinemanacional.

Talvez, talvez.

A lista incompleta de Schindler

Há alguns anos fiz uma lista dos 100 melhores filmes, na minha opinião. A lista, no entanto, tinha 101 filmes: eu fiz questão de incluir “A Lista de Schindler” como o 101o.

Só fiz isso por revolta. “A Lista de Schindler” é, para mim, a maior quase-obra prima da década de 1990.

A partir da abertura, eu fiquei maravilhado com o filme. Assim como Romário é o gênio da pequena área, Spielberg é o mestre dos primeiros 15 minutos de um filme — e se superaria depois com a incomparável seqüência inicial de “O Resgate do Soldado Ryan”.

Ao contrário do que aconteceria alguns anos mais tarde em Ryan, Spielberg não se perde ao conduzir Schindler. Nas próximas quase 3 horas, o que se vê nas telas é um filme quase absolutamente irreparável. Não há críticas a se fazer ao filme, a nenhum aspecto — a não ser, claro, ao óbvio vestido vermelho da menininha, truque usado com mais pertinência e relevância em Rumble Fish por Coppola, 10 anos antes.

É então que Spielberg tem que lembrar que é o autor de “ET”.

Nos últimos 20 ou 30 minutos de filme, Oskar Schindler se transforma. Aquilo que começou como uma oportunidade única de se ganhar um bom dinheiro passa a ser a razão de sua vida. Até então, a preservação dos judeus tinha sido apenas o cuidado que o senhor de escravos tem com sua senzala; ele apenas entendia que deveria cuidar do seu capital. Mas no final Schindler se torna um humanitário com uma missão.

Curioso é que, segundo todos os relatos dos sobreviventes daquela lista, Spielberg apenas retratou a verdade: Schindler foi mesmo tocado pela desumanidade de tudo aquilo que acontecia, e se tornou um defensor sincero de seus judeus e um pacifista, sabotando ou, o que é mais provável, ligando pouco para a sua produção bélica.

Mas não estou acusando Spielberg de mentiroso, e sim de ter prejudicado o seu filme. Ao retratar um Schindler que se tornou um herói da humanidade por motivos puramente egoístas, ele poderia ter criado um dos melhores personagens da história do cinema, alguém que se tornou grande a despeito de si próprio. Não importa que ele estivesse mistificando a realidade. O cinema faz isso todo o tempo, com todo mundo; às vezes chamam a isso de “compressão histórica”, às vezes de licença poética. Não estamos falando de história, mas de cinema. O Schindler que víamos até ali, um homem oportunista, eticamente flexível, podia se tornar um dos grandes anti-heróis do cinema: mas a partir do momento em que se “converte”, passa a ser só mais um herói, que diminuía sua própria importância humana ao se tornar maniqueísta.

E além disso nada justifica a cena em que Schindler, prestes a fugir, chora pelos judeus que não salvou: “este casaco poderia pagar a vida de mais um judeu! Este anel!”. Primeiro porque ele não precisava de mais do que já tinha feito para se tornar um homem a quem a humanidade deve muito; segundo porque é uma cena absolutamente implausível dentro do contexto do filme e também diante do verdadeiro Schindler.

Spielberg até então tinha feito um filme cruel, cínico e cru: destruiu tudo para imprimir a sua marca de autor de melodramas. Se até então havia uma ambigüidade fascinante em Schindler, Spielberg finalmente consegue torná-lo óbvio e chato.

Ele ainda conseguiu piorar as coisas. Tinha feito um filme brilhante em preto e branco, a despeito de várias pressões. Mas resolveu fazer sua profissão e fé e incluiu uma espécie de coda em cores, com os sobreviventes indo colocar pedras no túmulo de Schindler. É absolutamente desnecessário. Torna o filme panfletário, o que ele não precisava ser.

“Schindler” ainda é um dos melhores filmes da década de 90. Mas poderia ser um dos melhores da história, e não é. E por isso a minha revolta.

Lulu e a vanguarda de Pasolini

Lulu, não acho que vanguarda seja algo ruim em si, apesar de gostar muito da frase do Lennon pré-Yoko Ono em que ele a define com uma crueldade enorme: “Avant-garde é ‘merda’ em francês”.

Acontece que nem tudo que se pretende vanguarda é bom. Aliás, nem tudo que se diz vanguarda o é.

Pelo menos no meu conceito semântico da palavra, vanguarda é algo que vai à frente. Desbrava caminhos, abre picadas que mais tarde se tornam grandes estradas. Mas às vezes muitas coisas que se definem vanguarda na verdade estão pegando um caminho marginal e paralelo que não vai dar em lugar algum. Às vezes até isso pode ser bom; geralmente é só um exercício de vaidade fútil, de criatividade vazia.

Dentro desse conceito, “Cidadão Kane” era vanguarda. “O Anel dos Nibelungos” era vanguarda. “Ulysses” era vanguarda. “Saló”, definitivamente, não é. Se alguém me apontar uma obra sequer que tenha se inspirado no filme eu ficarei grato, porque embora faça força não consigo pensar em nenhuma.

E mesmo em qualquer outro ponto de vista, aqueles mais amplos, tampouco sei se dá para chamar “Saló” de vanguarda. Por exemplo, Pasolini gostava de trabalhar com não-atores. Visconti também. Mas Visconti fazia isso na década de 50, e desistiu para fazer obras-primas como “Morte em Veneza”: a maravilhosa cena final jamais poderia ser interpretada por um não-ator, era preciso um Dirk Bogarde para isso. Aquele cinema engajado e pretensamente revolucionário já tinha tido seu tempo (e, cá para nós, tenho sérias dúvidas de que tenha funcionado de verdade algum dia). Ao utilizar a mesma técnica em 1975, Pasolini na verdade é a retaguarda.

Esse engajamento político em busca da transformação da arte cinematográfica através da utilização de não-atores me parece uma grande bobagem. É algo típico da década de 70, em que se vivia dos restos da revolução cultural dos anos 60. Há uma necessidade de quebrar parâmetros que nem sempre se concretiza — que geralmente não se concretiza.

Particularmente não vejo muita graça em Sade; de modo geral, acho literatura pornográfica chata, pouco mais que adolescentes desenhando genitais na porta do banheiro da escola. Abro uma exceção relativa para o marquês, ele é bem mais que isso; mas ainda assim o acho chato. De qualquer forma entendo seu livro, ao passo que não consigo entender direito a mistura mal feita de perversões e política que Pasolini tenta fazer, sem sucesso. Ele conseguiu tirar o sentido das duas áreas, sexo e política, fazendo um filme que é menor que os dois temas separados. Por exemplo, há um pudor curioso nas cenas de sexo que soa fora de contexto. E o aspecto político do filme só é óbvio quando você sabe de antemão. “Ah, aquilo é a burguesia fascista italiana fodendo com o povo, né? Entendi…”

Eu não consigo sequer achar o filme ultrajante ou asqueroso. Acho só bobo, é esse o problema. Durante a seqüência do círculo da merda, em vez me enojar com aquilo, ficava apenas pensando que tudo aquilo era falso, porque a reação lógica de alguém obrigado a engolir fezes é vomitar, e não comer tudo e se lamentar da mala sorte. Se conseguisse me revoltar com ele provavelmente Pasolini teria alcançado pelo menos um de seus objetivos, e para mim o filme seria maior do que é. Mas eu o acho apenas frágil, um sujeito que acabou de fumar um baseado e desanda a falar besteiras achando que está sendo genial.

Para mim, “Saló” é apenas uma curiosidade histórica.

Voltando a Lennon, quando ele disse aquela frase nem fazia idéia de que, uma década depois, um italiano pretensioso iria aplicá-la de maneira literal. E com péssimos resultados.