¡No pasarán!

Uma das coisas que sempre admirei em Voltaire (cujo “Cândido” li aos 10 anos sem perceber que não estava lendo uma história infantil, o que explica o fato de até hoje não conseguir chegar perto dele) é que ele mentia.

Mentia todo o tempo, sem nenhuma vergonha. Principalmente para escapar de situações difíceis.

Estava conversando dia desses com um amigo sobre a tentativa de golpe de Estado na Espanha, em 1981. Eu lembrava vagamente disso, das imagens na TV. E ele, senhor de idade, apontou a diferença entre alguns deputados, que diante dos tiros se esconderam sob suas mesas, e outros que ficaram corajosamente em pé, grandes democratas que não estavam dispostos a se ajoelhar diante de um louco franquista. Homens valorosos, com um noção antiga e sólida de honra pessoal.

Aqueles eram homens que estava dispostos a morrer antes de serem humilhados ao aceitar a covardia daquele ato.

Eu acho isso bonito. Morro de inveja de tamanha hombridade. Admiro tanto que se estivesse lá faria questão de cumprimentá-los e carregá-los nos ombros, assim que me levantasse de baixo da mesa.

É por isso que gosto de Voltaire, e acho que compreendo seus motivos. Assim como ele, acho que valho muito mais que minhas convicções.

Diário de bordo II

O antigo Mercado Central de Fortaleza tem algo que lembra as Sete Portas, em Salvador.

Lojinhas como nomes pomposos, como Comercial Oliveira — no interior do Nordeste é comum ver, por exemplo, a Farmácia Santa Rita apresentada como parte das Organizações de Zé de Eufrásia — vendem piões, funis de flandres, alpercatas de couro, fumo de rolo.

Uma série de coisas que, para quem vive na cidade, pertencem a um mundo que já se acabou. Impressão errada, pelo visto.

Mas esse mundo à parte convive tranqüilamente com o mundo moderno. Umas duas lojas vendem gibões de couro mal cortados, numa armadilha típica para turistas deslumbrados.

Talvez seja um reflexo do espírito cearense.

De modo geral, nas minhas generalizações irresponsáveis que partem sempre do princípio de que há exceções, classifico o cearense como um povo alegre, hospitaleiro mas fechado, que se sente na obrigação de ser engraçado, esforçado, não especialmente brilhante.

As cabeças chatas fogem à irresponsabilidade da generalização por não admitirem exceções.

Acima de tudo são bons comerciantes. Talvez isso se deva à imigração libanesa: a colônia cearense é a segunda do Brasil, se não me engano.

É um povo machista, conservador e patriarcal.

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Manchete de O Povo, jornal mais tradicional do Ceará:

Drive-thru da cocaína: Droga é vendida abertamente na Varjota

O olho diz que o papelote custa 10 reais. No Rio custa a metade, e deve ser igualmente malhada. O frete é caro.

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De modo geral, o centro de Fortaleza é feio. Alguns prédios do início do século XX se destacam por sua beleza, mas a maioria dos edifícios antigos tem aquele estilo art déco diluído que torna tudo insuportavelmente insosso, e a maioria dos mais novos simplesmente não tem forma, escondidos sob fachadas ainda mais feias.

Na Aldeota há muitos edifícios de apartamentos novos, resultado do boom econômico que a cidade viveu a partir da era Tasso Jereissati. O conjunto, no geral, é mais bonito (para os apreciadores da modernidade) do que a Barra da Tijuca, por exemplo. A impressão que dá, no fim das contas, é que a Aldeota sonha em ser Moema.

Há muitos edifícios públicos, a maioria imponente, maciços, em concreto nu, estilo que a construção civil especializada em edifícios, verbas e propinas públicas herdou de Niemeyer. Pertencem, pelo visto, aos anos 70. Fortaleza foi grande beneficiária da ditadura.

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Um anúncio numa loja de óculos e relógios me pede:

Ajude o Kiko a não pagar mais mico.

Na boa?

Quero mais é que o Kiko se foda.

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É, pelo meu humor eu estou precisando dormir.

Diário de bordo

Assim que chego a Fortaleza, antes mesmo de ir ao hotel, vou direto à Ao Livro Técnico, que tem sempre um bom saldo de livros.

Ano passado a feira foi fraca, mas agora consigo achar “Memórias do Condado de Hecate”, de Edmund Wilson, e “Pnin”, de Nabokov, além de bobagenzinhas como um livro de Joel Silveira, “O Presidente no Jardim”.

Compro o livro, que já tinha lido, por causa de uma única frase:

Não aceito nem respeito mulher que se entrega por capricho. Mulher só deve se entregar por amor, por desejo ou por dinheiro.

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Uma de minhas taras inomináveis é a paixão por centros de cidade. Quando o mundo evolui cada vez mais parecido com uma cultura de bactérias, no ambiente esterilizado dos shoppings, os centros das cidades são o lugar onde a sua essência única ainda permanece.

Nenhum, claro, se compara ao centro do Rio. O de São Paulo chega perto, com aquela aparência de estar contando uma história de progresso no século XX. E eu tenho uma paixão especial pelo centro de Salvador.

O centro de Fortaleza é feio, sujo, acanhado. É típico das cidades nordestinas, esse desprezo por si próprio, a tentativa constante de parecer do sudeste. No caso de Fortaleza, o traçado em xadrez da cidade colabora para esse esquematismo.

Quando morei aqui me impressionei com o fato de caminhar quarteirões e quarteirões com um copinho de sorvete na mão, sem encontrar uma lata lixo.

A cidade continua sem lixeiras. Mas meus anos aqui me ensinaram a ser um pouquinho cearense.

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O baobá continua no Passeio Público. Não é um dos dois únicos no Brasil, como me informaram; em Suape há um terceiro.

Mas continuo achando que ele se diverte mais com suas putas decadentes que os outros. Se bem que o de Suape, em zona portuária, deve ter sua cota.

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Eu nunca, nunca vou conseguir me acostumar ao sotaque cearense. É engraçado, é doce, é espantado.

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Não trouxe meu computador e estou escrevendo isso num cybercafé rodando Linux. Se não fosse pelo maldito teclado ABNT 2, seria quase perfeito. Se eu usasse computador apenas para escrever e acessar internet, eu migraria imediatamente para o Linux.

De aprendizes e feiticeiros

Quando a Pixar e a Disney romperam, no começo deste ano, todo mundo foi rápido em apostar na decadência do estúdio de Burbank e na fixação da empresa de Steve Jobs como a nova Disney.

Eu tinha cá minha dúvidas.

A sentença é dada a partir de uma análise precipitada das coisas. Os maiores sucessos da Disney, ultimamente, foram os desenhos em computação gráfica produzidos pela Pixar; esses cinco filmes renderam 2,5 bilhões de dólares. Isso basta para os especialistas em marketing (que costumam acreditar que marketing é ciência e que a roda é quadrada) digam que a Disney morreu, e longa vida à Pixar.

Já vi a Disney ir ao fundo do poço criativo, como aconteceu entre os anos 70 e 80. Nessa época, ela produziu desenhos medíocres — “Robin Hood”, por exemplo, é deprimente — sem nada de sua antiga aura.

Mas o que a fez voltar do cemitério da animação não foi a parceria com a Pixar. Foram desenhos como “Alladin”, “A Bela e a Fera” e “O Rei Leão”. Estes dois últimos, aliás, estão entre os melhores filmes que a Disney produziu em todos os tempos, no mesmo nível de “Branca de Neve”. Não é pouco.

A questão principal é que nenhum desses filmes foi produzido pela empresa de Jobs, por mais brilhante que ela seja. E, pelo menos na minha opinião, nenhum dos filmes da Pixar, em termos de roteiro, se compara a “A Bela e a Fera” e a “O Rei Leão”. Nem mesmo “Procurando Nemo”. São bonitinhos, claro, e sua animação é brilhante.

O que me faz duvidar dessa condenação sumária à Disney é o fato de acreditar que a experiência e a massa crítica de uma empresa como ela, por cujos padrões a indústria de animação ainda hoje se orienta, são mais importantes que o domínio técnico, primazia da Pixar. A Disney pode até sentir o golpe da perda da Pixar, e por algum tempo. Mas não deve demorar até que ela se erga e volte a fazer o que sempre fez: grandes desenhos animados, com a mais perfeita combinação entre comédia e lirismo que um estúdio consegue realizar. Desde 1995, os estúdios Disney vieram fazendo animação tradicional, sempre com maus resultados e deixando os filmes em CG para a Pixar. Mas “Irmão Urso” selou o fim desse modo tradicional de se fazer desenhos. E em pouco tempo a Disney vai dominar essa técnica.

Agora, às vésperas do lançamento do penúltimo filme da parceria entre Disney e Pixar, a Wired retoma esse tema, obviamente aclamando a Pixar.

Talvez a minha fé na Disney seja a fé que os filisteus tinham em Golias. Talvez. Talvez seja um reconhecimento muito pessoal à importância que os desenhos da Disney tiveram para mim e para várias gerações.

Mas talvez seja apenas a minha insistência no bom senso.

Firefox

Não há nenhuma razão para que alguém insista em continuar usando o Internet Explorer.

No meu caso especifico, não uso o Internet Explorer por uma razão: eu nunca gostei dele. Usei o Netscape desde que me entendo por internauta, passando para o Mozilla no ano passado, quando a AOL desistiu do browser. Para não dizer que nunca usei o IE, quando a Netscape lançou a versão 6 tive que pedir água. Por sorte algum tempo depois lançaram a versão 7 e pude voltar para casa.

Mas além dessas idiossincrasias bestas, há uma série de razões para que uma pessoa com juízo não use o IE.

Em primeiro lugar, praticamente todos os virii e scams são direcionados a ele; segundo os entendidos, a arquitetura do programa é propícia a isso. O IE é vulnerável e pode comprometer a segurança do seu computador.

Além disso é um programa tecnologicamente atrasado. Depois que lançou a excelente versão 4 e ganhou a guerra dos browsers a Microsoft simplesmente deixou de atualizá-lo. Qualquer outro browser oferece, hoje, mais recursos que o IE.

Alternativas ao Netscape e ao IE sempre existiram, mas com exceção do Opera nunca conseguiram alguma penetração. Cientes de que ninguém resiste a um programa que já vem instalado no seu sistema operacional, webdesigners e programadores se acostumaram a desenvolver seus sites especificamente com o IE em vista. Dessa forma, os outros programas que usavam padrões abertos (foi isso, aliás, que fez da web algo revolucionário: padrões) acabavam levando a pior.

Get FirefoxMas agora tudo parece que vai ser diferente.

Venho dando uma olhada nas versões do Firefox desde a 0.3, acho. Apesar do entusiasmo com que vinham sendo saudadas pelos malucos do software livre, que acham maravilhoso tudo o se posicione como uma alternativa à Microsoft, eles não prestavam ainda. Mas a última versão, a 0.8, é muito, muito boa. Entre os recursos que hoje considero imprescindíveis estão o bloqueador de pop ups e o tabbed browsing, que possibilita que você abra várias e várias páginas em uma só janela.

Finalmente, este blog é melhor visualizado no Mozilla e no Firefox. Não por frescura minha, mas porque o IE tem problemas com CSS.

O Firefox ainda não é perfeito. O Blogger.br tem problemas com ele, mas não o Blogger americano. E não é recomendável instalá-lo em uma máquina que já tenha o Mozilla (aprendi isso da pior forma possível). Mas para quem usa o IE, vale a pena experimentar.

Se gostar, aproveite para considerar a possibilidade de abandonar o seu LookOut Outlook e usar o Thunderbird (ou o meu preferido, o Eudora, que no entanto não é gratuito). Dessa forma, você vai estar dando uma pequena contribuição para tornar a internet um pouquinho mais segura. E uma grande contribuição para tornar o seu computador muito mais confiável.

Ronald Reagan

Os anos oitenta foram os anos do início da última onda de globalização e da fragmentação do mundo. E se é para definir um rosto para aqueles anos, é o de Ronald Reagan.

Em 1980, a eleição de Reagan, um ex-ator de segunda, ex-presidente do Sindicato dos Atores e ex-governador da Califórnia, acabava com quatro anos de governo democrata nos Estados Um e com todo um discurso de respeito universal aos direitos humanos, dito sempre com um prazer meio inútil por Jimmy Carter.

Os setores mais progressistas da sociedade — que na época ainda eram identificados com a esquerda — ficaram de cabelos meio em pé: Ronald Reagan tinha uma longa história de atitudes, no mínimo, anti-éticas, mesmo que se leve em conta que elas eram causadas por suas convicções políticas, que sempre foram firmes. Durante a caça às bruxas do senador McCarthy, no começo dos anos 50, Reagan dedurou muitos supostos comunistas, como presidente do Sindicato dos Atores. Foi o primeiro passo de sua carreira política. Era esse homem que os americanos acabavam de eleger como presidente.

Mas ninguém jamais poderia imaginar o que lhes esperava. Desde Kennedy, nenhum presidente americano tinha conseguido se impor como ícone americano, com exceção de Richard Nixon, pelos motivos errados.

Pois Reagan conseguiu isso, e muito mais. Na verdade, o ex-ator medíocre (cujo melhor desempenho foi no bom King’s Row) definiu toda uma década, talvez até o futuro de todo o mundo.

O governo Reagan foi um dos mais laboriosos da história americana: reformou a base da economia, assim como o sistema social do país. Essas reformas significaram o sucateamento do sistema educacional e de saúde do país, além de incentivar uma política econômica ultra-capitalista que levaria o nome de reaganomics, a economia de Reagan. Basicamente, poder-se-ia traduzir o reaganomics por “desmantelamento do aparelho estatal”.

O fato é que Reagan conseguiu afirmar-se como um dos presidentes mais importantes dos Estados na segunda metade do século XX, ao lado de John Kennedy. Com a diferença que ele será lembrado pelo que efetivamente fez, e não pelo que poderia ter feito.

Culturalmente, os anos 80 foram a década em que os valores hippies foram definitivamente sepultados; o revival dos anos 50 que tomou conta do mundo a partir da segunda metade da década pode muito bem ser interpretado como uma consequência direta do ideário de Reagan: a saudade à Portugal do país aparentemente calmo, aparentemente tranqüilo e soberano absoluto que se conheceu no pós-guerra. Os Estados Unidos estavam perdendo sua hegemonia mundial rapidamente, mas a vontade americana de continuar com o mundo nas mãos continuava. Reagan alimentava o sonho.

E isso se traduzia em um movimento conservador na cultura. Iniciativas em favor dos valores tradicionais da América, as lutas de grupos organizados contra a pornografia e a indecência refletiam as idéias do seu grande líder.

Ao morrer, doente, gagá e afastado da política, talvez não seja exagero dizer que Reagan leva consigo o sonho da América. O sonho dos imigrantes, a América que os europeus personificavam na vista da Estátua da Liberdade ao chegarem, dá lugar aos simples Estados Unidos, um país rico, poderoso, mas sem aquele aplomb de seus melhores tempos e em franca decadência.

É uma coincidência curiosa que Reagan morra exatamente no momento em que a sua política, agora estandarte do filho de seu vice-presidente, alcança seus extremos mais nefastos.

Reagan está morto, e a América também.

De Rubempré

Eu fiquei curioso quando vi o nome de Luciano Chardon nos comentários.

Luciano Chardon é o maior personagem de Balzac, anti-herói de “Ilusões Perdidas”. Não é o meu preferido, “honra” que dou a Rastignac; nem mesmo o de Balzac que, dizem, morreu chamando pelo seu doutor Bianchon. Esses são como bons amigos, a quem amamos a despeito deles mesmos; mas sabemos que, por melhores que sejam, não chegam perto da grandeza do rapaz de Angoulême.

Assim como o Julien Sorel de Stendhal, Luciano é um rapaz talentoso e ambicioso, que sai da província para ganhar Paris. Abandona o nome burguês do pai, Chardon, e adota o nome da família da mãe, De Rubempré, com a partícula que indica nobreza. Mas é um caráter fraco; e seu fim, em “Esplendores e Misérias das Cortesãs”, não é dos melhores. Nem dos mais dignos.

Luciano é o melhor personagem de Balzac porque tem muito dele. Sua fraqueza, sua vaidade, sua ambição. Mais que qualquer outro personagem, Luciano é o alter ego de Balzac. Como Rastignac, é um jovem que quer conquistar a glória em Paris; mas enquanto Rastignac resiste a Vautrin e termina “O Pai Goriot” com um desafio à cidade e a sua sociedade (“A nous deux, maintenant“), Luciano tenta sempre o caminho mais fácil; para conquistar a glória ele não hesita sequer em se tornar amante de Vautrin. É fraco de caráter, apesar de sua boa natureza, e é isso que o destrói.

Mas é também o mais humano, o mais completo personagem daquele que eu acho o mais humano e o mais completo escritor da história da literatura. A grandiosidade de Luciano é praticamente inexplicável, e nenhum autor jamais chegou perto de tamanha complexidade humana– nem mesmo Dostoiévski, nem mesmo o Hamlet de Shakespeare.

Não foi isso que me deixou curioso, no entanto.

Acho que por respeito à grandeza do personagem e por, infelizmente, ver tantos pontos de semelhança entre ele eu, sempre fiz questão de me referir ao sujeito pelo sobrenome que ele escolheu: para mim, ele é Luciano de Rubempré. Um outro motivo é o de achar que enquanto se chama Luciano Chardon ele é pouco mais que uma cópia do Julien Sorel de “O Vermelho e o Negro”, e só se transforma em um personagem, na minha opinião, muito maior que seu modelo quando passa a almejar conscientemente essa nobreza que nunca vai conseguir ter.

É essa a pergunta, Luciano: por que Chardon?

Diante de Moisés

A estátua de Moisés esculpida por Michelangelo (uma martelada e “Agora, fala!”) fica na Basílica de São Pedro Acorrentado, edificada sobre o lugar onde São Pedro foi condenado à morte, em Roma.

É uma igreja escura, fria, por onde passam milhares de pessoas todo dia, lentamente, como a fila no velório de um ídolo; metade delas não conseguirá ver direito a estátua. Nenhuma delas poderá tocá-la. Nenhuma pode tirar fotos, avisados de que o acúmulo do flash das máquinas danificará o mármore, mas sempre há alguém que desrespeita essa norma; pedir tal coisa a um japonês é pior que enviá-lo ao harakiri. Lá fora, dezenas de camelôs tentam vender algum souvenir aos turistas, camisas e chaveiros e estatuetas e livros ilustrados. Punguistas rondam a praça atrás de uma vítima desavisada.

Olhando para ela, e conhecendo-a de livros e vídeos, você se pergunta qual a grande diferença real entre ver a estátua ao vivo e em fotos que dêm uma visão completa da estátua. Qual a diferença entre aquele objeto real e o que você construiu em sua cabeça, juntando pedaços e pedaços de informação, é o que você não consegue entender. Como Pasolini no final de Decameron, você se pergunta por que realizar, se imaginar é tão melhor.

Por que evitar amigas espertas

Nathalia diz:
volta qdo?

Rafael diz:
Não faço idéia ainda.

Nathalia diz
puta q pariu

Nathalia diz
q saco isso

Nathalia diz
vc nao pode ter namorada nao

Rafael diz:
Eu sei. 🙂

Nathalia diz:
é por isso q vc nao namora!!! DESCOBRI!!!!!

Rafael diz:
Ispáia não.

Rafael diz:
Que aí o povo não se ilude mais e eu me ferro. 😉